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A coenzima Q10 e a prática desportiva

A prática desportiva, de alta intensidade, requer estratégias nutricionais para adaptar os resultados esperados e prevenir efeitos prejudiciais no organismo. Nos desportos em que há um treino intensivo com curtos períodos de recuperação, o aporte de nutrientes através da alimentação combinada com a suplementação com produtos de qualidade torna-se necessário tanto para promover uma melhor performance como para evitar lesões físicas.

 

O exercício intensivo, principalmente quando realizado por atletas não profissionais e sem treino adequado, pode causar danos nas membranas das células musculares. Este dano muscular tem sido relacionado com o stress oxidativo, com a inflamação e com o aumento de mediadores pró-inflamatórios como citocinas.

 

Um estudo conduzido por Armanfar et al. (2015) determinou o efeito da suplementação com coenzima Q10, numa só toma e por um período de 14 dias, na inflamação, nos níveis de lactato no sangue e no dano muscular em runners de média distância.

 

Com uma amostra de 18 atletas, os autores realizaram um estudo aleatorizado e quase-experimental com dois grupos iguais: grupo suplementado com 5 mg/kg/dia de coenzima Q10 e grupo placebo. Após a suplementação de 1 dia e 14 dias, todos os participantes receberam um treino de corrida. As amostras de sangue foram coletadas nas quatro fases: uma hora antes e 18-24 horas após dois protocolos de corrida. Foram avaliadas as concentrações de lactato, interleucina-6 sérica (IL-6), fator de necrose tumoral alfa (TNF-alfa), proteína C reativa (PCR) e creatina quinase (CK).

 

Os autores concluiram que a suplementação com coenzima Q10, por 14 dias, apresentou maior eficácia para superar as respostas adversas induzidas pelo exercício em alguns parâmetros oxidativos, inflamatórios e bioquímicos.

 

Uma revisão realizada por Sarmiento et al. (2016) analisou os efeitos da suplementação com coenzima Q10 nos parâmetros relacionados com o exercício. Os estudos avaliados mostraram efeitos da coenzima Q10 nas propriedades relacionadas com a atividade bioenergética e antioxidante. Foi também associada à produção de energia e à prevenção de danos peroxidativos nos fosfolipídios da membrana e da oxidação induzida por radicais livres, sobretudo, no tecido muscular.

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